Willian Cardoso reforça a equipe Back Fish

Willian Cardoso - Back Fish - por Ricardo Alves (1) Willian Cardoso - Back Fish - por Ricardo Alves (2) Willian Cardoso - Back Fish - por Ricardo Alves (3) Willian Cardoso - Back Fish - por Ricardo Alves (4) Willian Cardoso - Back Fish - por Ricardo Alves (5)

PANDA, COMO É BEM CONHECIDO, TERÁ FOCO NAS ETAPAS DO QS 10000 E 6000. Fotos RICARDO ALVES

PANDA, COMO É BEM CONHECIDO, TERÁ FOCO NAS ETAPAS DO QS 10000 E 6000. Fotos RICARDO ALVES

 

O surfista catarinense Willian Cardoso ganhou duas motivações para aumentar, ainda mais, sua vontade de ingressar na elite mundial. Ele acaba de ser pai e assinou contrato de patrocínio com a marca Back Fish, que vem ganhando espaço no apoio à modalidade. O atleta de 30 anos demonstra grande confiança em bons resultados na temporada, para se classificar ao WCT de 2017.

“É o ressurgimento de uma nova era. Uma empresa acreditar no seu trabalho e ver que ainda tem muito a crescer, a evoluir, muito a doar tudo aquilo que aprendeu no Circuito, é muito gratificante. Eu só agradeço ao Alex (Barbalho), ao Willian (Françoso) e a Back Fish, por ter acreditado no meu talento”, destacou o surfista de Balneário Camboriú.

Experiente, Panda, como é conhecido no meio do surf, tem resultados expressivos no Circuito Mundial, como as vitórias no QS de Newcastle, Austrália, e de Saquarema, o quinto em Bells, superando Kelly Slater, o vice no US Open. Também foi vice-brasileiro e ano passado terminou em terceiro no ranking. “Tenho cinco vitórias no QS e espero fazer o meu melhor para estar entre os melhores”, ressalta.

Com um surf de força e explosão, tendo as rasgadas como principal manobra, ele está animado e é enfático em seu objetivo. “Agora é a hora de quebrar essa barreira do QS e entrar logo para o World Tour. Estou buscando algo inédito na minha carreira e confirmar tudo aqui que venho fazendo todo esse tempo, ganhando campeonatos, ótimos resultados e sempre figurando entre os melhores”, afirma Willian.

Para essa nova fase, um dos pontos positivos foi a parte física para chegar muito bem nas etapas do QS 10.000 e 6.000. “Estou fazendo uma preparação com o Fernando Ricci, em Balneário Camboriú. Já trabalhei com ele oito anos atrás e retomamos a parceria. Já me sinto preparado, em dia”, comenta. “O foco foi na perda de peso e ganho de massa muscular. Diminuí o que me prejudicava ao longo dos anos e fiquei preparado para o que me espera”, acrescenta.

A experiência é outro fator que lhe garante motivação para alcançar suas metas. Para ele, ter 30 anos não prejudica. Pelo contrário, só vem a somar. “São muitos anos de estrada. Já cometi muitos erros em baterias e já tive oportunidade de viajar bastante. Conhecer algumas ondas do Circuito. Só vem favorecer”, admite.

E nesse “pacote” de motivação também está o pequeno Lucca, de três meses. “É a minha melhor conquista, meu melhor troféu. Algo que todo dia aprendo. Veio para somar na nossa família. Eu e a Maira (sua mulher) imaginávamos desde que nos conhecemos”, comemora o surfista.

Nascido em Joinville, Willian Cardoso aprendeu a surfar em Balneário Camboriú, para onde se mudou com a família, aos nove anos. “Dei sorte de cair num edifício onde o presidente da Associação de Surf morava na época e me apresentou ao surf”, lembra. Com o apoio do pai (Divo) e da mãe (Marli) levou adiante as competições e foi evoluindo. “Depois de 12 anos como surfista profissional, construí uma carreira, um lar. O que eu escolhi para a minha vida foi certo”, diz.

O apelido Panda, alusão ao personagem do desenho animado “Kung Fu Panda” surgiu numa viagem à França, com Robson Santos e Pedro Henrique. “Assistimos o filme e no meio da noite eu acordei com fome e comecei a fazer barulho na cozinha. Tinha uma cena parecida e já começaram a me chamar de Panda. E também era grande, moreno, estar meio gordinho, fora de forma, e ainda conseguia me sobressair nas vitórias. Hoje virou marca registrada, ficou legal e me identifico bastante”, conta.

O grande momento do surf brasileiro no cenário mundial também é elogiado por Willian, que vive essa geração. “Esses dois últimos anos representamos muito bem, principalmente ano passado, que tivemos três atletas brigando pelo título até a última etapa. Além disso, em todas as outras categorias fomos muito bem. Estamos com uma safra muito boa. Dez no CT e todos com chances de fazer melhor. É bom fazer parte desse momento”, argumenta.

Junto às principais etapas do QS, Panda já tem planos para a temporada e pretende aumentar a sua lista de países visitados. “Terá um campeonato no Sri Lanka que pretendo ir. Oportunidade de conhecer um lugar novo. Também quero voltar para El Salvador e México, locais que gosto de surfar, com ondas perfeitas”, relata o surfista, elegendo seu pico predileto. “Jeffreys Bay, na África do Sul. Curto muito. Indiferente se tem tubarão ou não. Eu nunca vi”, brinca.

Além da Back Fish, no bico de sua prancha, Willian Cardoso compete com os patrocínios de Rider Sandals e Snapy Surfboards e os apoios de Banana Wax, Surfers Paradise e Fernando Ricci Personal Studio.

Para o empresário Alex Barbalho, a contratação de Willian Cardoso reforça a estratégia de investir forte no surf. A marca também patrocina outro brasileiro no Circuito Mundial, Hizunomê Bettero, e no ano passado foi parceira do badalado QS 10000 Oi/HD São Paulo Open de Surf, na praia de Maresias, em São Sebastião. “Queremos atletas com vontade e o Willian merece o apoio porque tem uma trajetória muito boa. Acreditamos em talentos que buscam seus sonhos, apoiamos o esporte e prezamos o respeito à natureza”, explica o empresário.

Para conhecer mais sobre a Back Fish, há o site www.backfish.com.br e o instagram @backfishoficial.

Willian Cardoso reforça a equipe Back Fish e acredita em vaga no WCT. Foto Divulgação

Willian Cardoso reforça a equipe Back Fish e acredita em vaga no WCT. Foto Divulgação/Back Fish

 

 

PING PONG COM WILLIAN CARDOSO

 

  • Nome: Willian Maros Cardoso
  • Nascimento: 08/02/1986
  • Mora em: Balneário Camboriú/SC
  • Manobra preferida: Rasgada
  • Melhor praia: Praia Brava, Itajaí/SC
  • Melhor viagem: Jeffreys Bay, África do Sul
  • Ídolo no surf: Neco Padaratz e Andy Irons
  • Ídolo no esporte: Ayrton Senna
  • Ídolo na vida: Meus pais (Divo e Marli Cardoso)
  • Família: Meu porto seguro, minha mulher, Maira, e meu filho Lucca
  • Se não fosse surfista: Faria algo que me completasse
  • Outro esporte: Skate, bike
  • Comida: Arroz, feijão…
  • Bebida: Suco de Açaí
  • Som: Emicida
  • Filme: Os Indomáveis
  • Livro: A Semente da Vitória (Nuno Cobra)
  • Lazer: Assistir filmes, séries e jogar vídeo game

 

Por Fábio Maradei – FMA Notícias – contato@fmanoticias.com.br

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