Indonésia By Petterson Thomaz

Temporada 2016 – Indonésia com Petterson Thomaz

De volta a minha cidade natal, Joinville – Santa Catarina, paro para analisar meus últimos meses e relatar alguns episódios de minha temporada na Indonésia, com certeza a melhor temporada da vidaate então. Que o país é lindo, tem altas ondas, uma cultura muito rica e muita coisa boa para conhecer aqui todos sabem, certo!?
Então vou aproveitar e falar um pouco sobre algumas condições que surfei e também sobre algumas ondas, já que acredito que muitos dos que estão lendo compraram ou comprarão alguma promoção imperdível que tem rolado para a Indonésia.

 
O que mais você vai ver na Indonésia são pessoas andando de moto, o principal meio de locomoção na região.
 
 
 

Canggu – Bali

Bali, a base. Assim, posso caracterizar para os que pretendem ficar uma longa estádia pelo conjunto de ilhas que é a Indonésia. Meu ponto de chegada e de saída. Mais precisamente Canggu, região em que a água nas praias não são tão claras como Uluwatu, em compensação tem menos crowd e ondas muito boas para manobras performances. Além da onda de Pererenan, uma direita cavada e perfeita na maré cheia, existem outras ondas por perto e é fácil se locomover de moto de um pico a outro. Além das ondas e das dezenas de restaurantes bons nessa região, Canggu é próximo de Kuta (centro de Bali) e fica aproximadamente a  50 minutos do aeroporto. Canggu tem um lifestyle diferente, poucos brasileiros e maior respeito dentro da água comparado a Uluwatu, já que quase todos que estão ali são de alguma parte do mundo. Tem nível de surf para iniciantes em ondas que são muito fáceis e mais lentas como “Berawa”, onde muitos vão para aprender a surfar. Tem também as ondas performances nos beach breaks de Pererenan, onde é muito comum ver a galera quebrando e mandando muitos áereos. É comum ver Julian Wilson, Jack Freestone e outros australianos na água. O único problema de Canggu é quando o mar cresce muito, realmente fica um pouco passado, as ondas fora da bancada, ai é melhor se jogar para outro pico. Foi o que fiz na maioria da vezes quando as ondulações subiam.
Backside em Canggu

Grower, Desert Point – Lombok

Nessa temporada fui 3 vezes para Desert Point – Lombok, uma das melhores ondas do planeta na minha opinião. Entre minhas idas, a segunda delas no início de agosto foi a melhor de todas. O swell estava com ondas de 6 a 10 pés, incrível como a variação do tamanho das ondas ficaram nesse dia. “Duas bombas” de aproximadamente uns 12 pés foram as maiores ondas que entraram. Esse mar foi o ápice da trip para mim em relação a tubos e aprendizado nessas condições, ainda mais em Desert Point. O lugar tem uma magia difícil de explicar. Muitos dizem que o sentimento em relanção a Desert é de amor ou ódio, pois você pode ter o melhor momento da sua vida ali, ou o pior, pois o coral é muito afiado e a melhor condição é quando não tem quase nada de água, na maré seca.
Concentrei minhas energias no Grower, a parte mais rasa e perigosa da onda de Desert Point, é onde a onda acaba. Aprendi muito com os amigos que estavam sempre puxando os limites. Os destaque para mim foram: Lucas Silveira, Yuri Gonçalves, Gabriel Pastori, Ian Consenza, Leandro Kesser, Matt Morri, Paulo Moura e outros que só tenho a agradecer, obrigado turma! Peguei as minhas ondas também, não me machuquei e fiquei amararão com o resultado dessas trips para Desert Point, era um dos objetivos que tinha para essa temporada, evoluir nessas condições!

Galera reunida e lisonjeado de estar com o atual campeão mundial, Mineirinho
 

 

Lakey Peak – Sumbawa

Já imaginou Trestels com água quente? Lakey Peak é assim, surf o dia todo e muitas, mas muitas manobras em uma pista perfeita. O Peak que é a principal onda quase sempre tem um tubo de início e depois é só manobras. A esquerda é mais longa e melhor na minha opinião pois tem uma variedade maior de manobras que é possível fazer aéreos, rasgadas, tubos e combos. O melhor de tudo é que tem um canal gigante dos dois lados da onda e melhor, você pode fde hospedar de frente pra onda, tomar café vendo o mar. Não tem nenhuma distração durante o dia, é surf até cansar, haha. Além dessa onda, com uma moto você pode ir pra varias outras ondas como: Periscopes, Coblestones, Lakey Pipe e outras.
Fui duas vezes para Lakey Peak – Sumbawa. O custo beneficio da viagem é muito bom, pois lá rende muito. Tinha dias que eu e meu tio, Batata, ficávamos 4 horas surfando direto sem sair da água. Lá não tem muita espera pela maré certa como Desert Point, o surf é o dia todo!
Bom, cheguei há pouco mais de uma semana, mas já deu vontade de voltar. Indonésia é muito bom e te faz querer sempre evoluir mais e mais. Aconselho todos que ainda não foram, irem um dia, e não se limitem a Bali. Bali é bonito e legal, mas pra quem ama ficar por horas na água até os dedos murcharem, vale a pena investir em viagens lá dentro. Sumbawa, Desert Point e se tiver bala na agulha,  Mentawai é o supra sumo.

Agradeço aos meus patrocinadores que proporcionam essa oportunidade de eu poder mostrar meu trabalho e poder fazer o que amo de verdade. Obrigado Oceano Surfwear, Teahupoo Surf House e Le Monde Turismo, por todo suporte. O melhor do material da Indonésia, todos poderão conferir em um curta metragem que estou editando para o Eau Salée Festival, que rola em Joinville nos dias  7 e 8 de Outubro. 

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