Surftrip em família

Moacir Kienast_foto Monica Kienast

Moacir Kienast_foto Monica Kienast

 

 

Viajar está entre os meus objetivos de vida. Pode ser mais uma característica que o surfe implementou na personalidade, ou já está ligado ao destino. Seja como for, entre uma viagem e outra a vontade sempre aumenta. Minha esposa e filhas também adoram viajar, o que torna ainda mais especial estas aventuras.

 

Procuramos adaptar nossos roteiros sempre de modo a agradar todos, e que seja atrativo em todos os momentos. Nestas andanças fizemos diversas surftrips, e algumas situações foram bem importantes.

 

Antes de tudo, devemos pensar que quando viajamos em família o surfe é uma das ações que executamos. Ela deve ser parte do planejamento, e não o objetivo em si. No final, tudo pode ser feito, e de forma divertida. Há de se pensar em uma estrutura mínima para entreter todos os participantes, e para isso toda a logística é necessária. Como dependemos das condições de tempo para ter aquela queda em um mar perfeito, precisamos ter ainda mais cuidado. As coisas ficam mais fáceis quando se tem a mente aberta para novas experiências, quando se quer fugir do óbvio.

 

Outra característica importante é não fazer pacotes pré determinados. Surfista procura sempre lugares paradisíacos, e tem sua rotina diferenciada. Portanto, envolver a família em uma programação atraente a todos não é a mesma coisa que contratar pacotes de turismo. Pense o quão importante será para seus filhos participar de uma das ações mais importantes para um surfista. Imagine a cultura e aprendizado que estes irão ter.

 

No mês de julho fomos para o Uruguai de carro. Éramos cinco pessoas percorrendo o litoral brasileiro e uruguaio conhecendo os destinos mais famosos e buscando regiões diferentes. Desde a fronteira do Brasil, no Chuí, até nosso último destino no litoral, Montevidéu existem provavelmente uma centena de picos à disposição dos surfistas, com peculiaridades únicas.

 

Água gelada, pouco crowd, ondas fortes e um país maravilhoso foram a tônica desta viagem. Percorremos estrada muito conservadas, visitamos locais turísticos e rústicos, vimos uma fauna e flora impressionante a absorvemos um pouco mais de uma cultura diferenciada em um país com baixíssima criminalidade e muita receptividade.

 

Família_Foto_Moacir_Kienast

Você pode surfar na Barra do Chuí pegando uma direita e terminando a onda no Brasil assim como surfar uma esquerda e terminar no Uruguai. Pode pegar ondas pelos pontos turísticos conhecidos de Punta Del Este ou em vilas que quase não tem energia elétrica como a famosa onda de Punta Del Diablo. Viajar pela história no Forte Santa Tereza ou interagir com a comunidade em La Paloma. Aproveitar o ar da capital do país e toda sua energia de metrópole além de desfrutar uma culinária maravilhosa e aproveitar estruturas impressionantes.

 

O diferencial desta viagem foi que a fizemos de carro, percorrendo uma distância relativamente curta para tanto destino. Foram mais de três mil quilômetros rodados e algumas ondas desejadas, visitando também pontos turísticos, patinando de frente para o mar e tomando muito chimarrão, afinal somos cidadãos do sul do mundo.

 

Moacir Kienast        

 

 

Veja mais textos da coluna Linhas Salgadas

   

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


*

3 × 1 =