Sopro da Vida

Foto Divulgação

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Eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar rei do espaço infinito.”- Hamlet

Final do ano é assim, retrospectivas, planos, celebrações. Novos ciclos chegando, velhos se encerrando. Os anos passam, as gerações também, mas estamos sempre em constante evolução. Na junção de corpo, alma e mente, nosso “DNA” eterno. Se o corpo que vestimos envelhece a cada dia, nossa alma habita os mais profundos sentimentos de jovialidade e prazer. Prazer em evoluir, em aprender, em ensinar, em contribuir.

 

Mas como acompanhar tamanha mudança?

 

A velocidade do mundo não é mais a mesma. Darwin afirmou, os mais fortes sobrevivem. Aqueles que conseguem se adaptar melhor ao habitat. Aceitar as mudanças. Ter a mente aberta e o coração tranquilo. Pra que gatar energia com reclamações se posso focar em soluções? O mundo muda a partir da mudança da mente. O mundo muda a partir da mudança da gente.

 

Ser feliz toda hora não está no script. Saber lidar com nossos sentimentos, e absorver deles o que mais irá nos fazer mudar, sim.

 

O instinto fala mais alto.    

 

A essência de tudo é olhar pra si, e aceitar aquilo que nos incomoda e fingimos não ser. Revelar nossos defeitos, ter a audácia de mudar. Realizar o mais profundo e sincero encontro entre o ser e o fazer.

 

Pra não cair mais no final do tubo, ou escorregar o pé na manobra, suportar o caldo da série. Precisamos sempre melhorar. Sair da casca. Observar. Olhar para si e despir-se da barreira maior, o orgulho inabalável. Olhando para casa, para dentro, posso enxergar melhor o mundo lá fora. Se você estiver com vontade.

 

Minha retrospectiva de final de ano não tem sido através dos fatos que aconteceram, mas sim de como agi em cada um deles. Como atravessei esse ciclo e de que modo essa passagem mexeu comigo. Reviver sentimentos, desafios. Já tiro conclusões.

 

Hoje sou outra pessoa. Por enquanto, acredito ser melhor. Consegui ampliar os limites, superei medos e mudei pensamentos. Fui resiliente onde poderia ser, paciente onde deveria estar e pertinente onde insisti ser.

 

O mais importante de tudo, ao invés de viver as expectativas, tenho vivido a realidade. Sem deixar de planejar o futuro, ou saudar o passado. Estou satisfeito com o que tenho me tornado neste momento.

 

Agradeço novamente pela oportunidade de aprender, cada vez mais, por viajar mais, por ler mais. Por surfar mais. Por existir.

 

Atravessei mares e tenho conseguido encontrar meu lugar no mundo. Tive a certeza que preciso cada vez mais respirar novos ares, novas culturas.

 

E você, o que tem feito para sair da casca?

 

Moacir Kienast

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