Playground: Pier de São Chico

Pier 3

Imagine um playground exclusivo para você!?! Imaginou? Agora me diga, se você tem um parquinho o que mais precisa? Isso mesmo, amigos!!!! Brincar sozinho não tem graça, não ter com quem compartilhar aquela onda, aquela manobra ou mesmo, aquela vaca rsrsrsrs.

O pier é uma das minhas (talvez nossas) ondas mais divertidas e ao mesmo tempo desafiadoras da “Terra do Nunca”. Ouvia falar sobre essa onda desde o início dos anos 90, meu irmão mais velho que tirava onda de surfista (hoje a onda dele é o surf,  e ele é surfista) ele falava de uma onda que quebrava atrás de umas pedras e na sequência passava em baixo de um trapiche e que podia se estender quase até a rodoviária da Enseada….. e eu pensava; será? Em 7 de setembro de 1997 comprei uma prancha fui atrás da “lenda” ao subir essas mesmas pedras da foto, avistei essas mesmas ondas a ” lenda” era realidade,  sendo real deixa de ser uma “lenda”.

Enfim levei alguns meses para aprender a surfar e pegar uma direita quilométrica daquelas, só que faltava algo….. amigos, ter uma galera na água para dar boas risadas e registrar as melhores ondas e swells ( ao menos registrar na memória) somos anteriores à celular com câmera, GoPro e câmeras digitais, nossas maiores recordações ficaram no “HD de fábrica” nossas cabeças.

O Trapiche foi o pico onde conheci alguns atletas de ponta da época e outros que ainda viriam a se tornar, dentre eles Neco e Teco Padaratz , Guga Arruda, Bruna Schmitz, Tiago Camarão,  Ian Gouveia e até o Raposão (De olho no mar)! Foi aqui que conheci o Luciano e Bruno e na sequência o restante da galera, pronto!!!!! Um parquinho e muitos amigos diversão completa. Começamos a surfar lá com frequência; lembro de dias alucinantes surfando aquela onda e também de dias aterrorizantes errando o drop de frente para o pier, os mariscos ficam só no nhac, nhac, nhac rsrsrsrs te esperando, eles são carnívoros e pranchivoros.

Em uma manhã de sábado recordo que estava com uma prancha emprestada do Gustavo era uma Atlântico Sul azul, creio que uma 6.0″ (vou postar uma foto deste dia), o mar estava lisinho e cavado , quando a onda passava do pier levantava uma parede perfeita e acelerada para manobrar no crítico ou dar aqueles cutbacks, foi um dia animal. Em uma outra caída eu e o Luciano se jogamos lá fora já de cara, tinha um tamanho considerável para o pico; dropei uma e logo percebi que não era meu lugar lá atrás antes do pier, o Luciano continuou…… quando de repente uma bomba vindo lá de fora; gritos ecoavam ” vai varrer, vai varrer” quando olho ele vinha remando na maior da série, dropou, colocou na parede,  mas algo de errado não deu certo;  de longe vi ele levantando a prancha partida em 2 ou 3 partes pelo pier que não perdoa erros.

Surf varias (24)

Outro ilustre amigo que conheci no pier foi o “Bava” (Cizomar) o cara trabalhava no hotel em frente e sempre que podia estava na água horas com uma funboard outros momentos com um caiaque. Hoje um campeão na modalidade.  Cada um da galera deve ter pelo menos um dia mágico no trapiche em seu “HD” e dependendo do tamanho do “HD”  tem gente que deve ter todos os dias registrados hahaha hahaha.

Sempre que rola um balanço favorável, por instinto de cada um que surfou aquela onda nosso pensamento estará lá no pier e sempre que possível estaremos lá de corpo e  prancha. Recordar é viver; viver é agir; agir é uma ação! E nada melhor que estar em ação nas ondas do pier com a rapaziada. Bora lá!?!
A Terra do Nunca é logo ali!!!!!!!!!

#surfdeontem
#neverland
#surfbrothers

5 comentários

  1. Aldo Max

    Que legal esta matéria, só quem surfou e ainda da umas quedas la quando entra a ondulação, sabe que o lugar é mágico.

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