Plante uma semente hoje, veja crescer amanhã

Foto Moacir Kienast

Foto Moacir Kienast

Vamos pregar na a paz nos principais picos. Foto Divulgação/WSL

Vamos sempre pregar a paz nos principais picos do mundo. Foto Divulgação/WSL

 

 

Enquanto houver pessoas neste mundo dispostas a ajudar, sempre haverá esperança. Enquanto houver pessoas pensando o contrário, seguiremos derrapando.

 

Nossas ações diárias condizem não somente com a formação de nosso caráter, mas também com aquilo que atraímos para nossas vidas. Objetivos distintos mas que sempre levam a um caminho igual, coletivo, são a essência da paz e união. Há de se convir que a coletividade faz parte da jornada, não há espaço para o individualismo dentro da Casa Comum.

 

E por falar em planeta Terra, sentimos o reflexo de nossos atos, respiramos o ar da evolução capitalista e bebemos a água das grandes corporações. Nos banhamos nos poluídos oceanos,  nos estressamos no transito caótico,  não falamos com nossos vizinhos. Financiamos tudo isso com nossos pagamentos, diariamente. Desejamos as grandes marcas, os grandes aparelhos, a propaganda nos induz, o jornal nos vende um mundo hipotético e caótico a ponto de sentirmos necessidade de adquirir tudo aquilo que o patrão do momento ordena.

 

Não conseguimos ainda praticar em nossa totalidade a coletividade pois fomos desde novos estimulados a praticar o individualismo, sintoma preponderante em nossa sociedade. E de onde surgiu tudo isso?

 

A história nos ensina que a valorização da ganância sempre foi aceitável. Você aprende isso desde criança, a revidar alguma provocação, a não dividir o que é seu, como se a posse e a propriedade de algo material fosse um diferencial. Guerras se formam, milhares de pessoas morrem, o sangue que jorra das linhas da história é insaciável.

 

Hoje assistimos isso dentro da água como se fosse um fenômeno normal. Vimos pessoas se estressando pela “propriedade” da onda, brigando por qualquer motivo, sendo que essa não é a essência de nosso esporte. O surfe ensina a ser coletivo, a estar em contato com a natureza e respeitá-la, tirar dela somente o necessário e preservar o máximo possível para as próximas gerações poderem prestigiar o mesmo que estamos tendo hoje. Mesmo aquela queda sozinho ensina a ter um olhar mais amplo sobre o mar, a observar aquele outro surfista que ali está, a ajudar alguém que está em passível risco.

 

Já se foi o tempo em que podíamos estar dentro da água sem preocupações, apenas sentindo o prazer de ali estar entre amigos, livre de qualquer amarra. Ainda buscamos esse sentimento, porém a nossa volta dividimos espaço com egoístas, proprietários, revoltados (no mau sentido), ambiciosos, enfim, uma gama de sensações que devem estar longe de todo o sentido que procuramos.

 

Aprendemos nos bancos escolares a sermos competitivos, a ganhar do outro, a se esforçar ao máximo pra ser alguém. A reflexão, o questionamento estão em segundo plano. A indústria do ensino hoje forma cidadãos preparados para o mundo, não pessoas capazes de mudá-lo.

 

Acompanhamos uma infinidade de lamúrias e inquietações, mas talvez não nos projetamos em tal cenário. Sentimos uma aflição recorrente, porém na maioria das vezes centralizamos nossa ação em reclamar, reclamar e reclamar. Como se todas as soluções do mundo florescessem do ato de falar apenas. É também preciso agir.

 

O que fizemos pra mudar? Qual a semente que plantamos hoje para ver esse panorama diferente? Qual mudança de atitude vamos praticar em nossa vida para ver esse diferencial? Pequenos atos hoje podem ser grandes ações amanhã.         

 

Qual a melhor resposta para um mundo individual?

 

Foto Marcio David

Foto Marcio David

SURF.RULES

O PENSAMENTO COLETIVO!

 

A reflexão dos nosso atos, a humildade, a ação social, a bondade. Palavras positivas, elogios, sinceridade e muito, muito altruísmo. Amor.

 

Vamos plantar hoje, a semente daquilo que queremos ver crescer amanhã. Deve partir da gente a mudança da história. Vamos fazer do mundo aquilo que queremos que ele seja, um mar perfeito com altas ondas onde todo mundo surfa e se confraterniza. Onde o tubo é a busca essencial do indivíduo, onde a felicidade por ver uma onda surfada pelo parceiro é contagiante, só assim poderemos começar a colher frutos de esperança na humanidade.

 

 

 

A semente de boas intenções se transforma na árvore da vida!

 

Moacir Kienast

 

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2 comentários

  1. Dionatan Gomes

    Respeito sim todos devemos ter um com o outro agora Querer manda no local se acha o dono da praia é palhaçada…….muitos desses tipo ai mau tem uma prancha e uma baick pra ir na praia …..sou contra brigas por conta de uma coisa que esta ali pra todos,so que o ser humano com seu geito de ser nunca vai sair do lugar por conta de ums ai….
    Mais surf menos briga……..

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