O Voto do Surfe

 

O surfista só será ouvido quando houver quem escute. Foto Montagem NOB

A política está ligada as relações humanas assim como o surfista está ligado ao mar. É algo intrínseco que foge da compreensão básica e age no âmago do ser. Seja no trabalho, na rua, na água ou em família as relações políticas constroem a lógica da humanidade. E não tem nada de errado nisso.

A maior manifestação da democracia é o voto. Passamos, em um passado não muito distante um dia que durou vinte e um anos, e esse período foi extremamente negativo para a afirmação de uma identidade democrática brasileira. A construção da cidadania é uma teia sensível e complicada de se tecer. Nem mesmo as rendeiras da lagoa da conceição detém a fórmula exata para tal. Vivemos em um país continental, de singularidades extremas onde doutrinas exatas ou copiadas não darão certo. O Brasil foi construído através de suas características únicas e exclusivas relacionadas principalmente por essa miscigenação incrível que nossa rica história formou.

De acordo com uma pesquisa recente, feita pelo instituo MAPA, um em cada quatro catarinenses não se lembram em quem votaram na ultima eleição. Mais de quarenta por cento não se interessa por política e mais de cinquenta por cento não acompanham o mandato daqueles que votaram após as eleições.

Nota-se aí um descrédito cada vez maior com a classe política. Os números relatados acima também tem efeito nesse cenário negativo. A velha máxima de que cada povo tem o político que merece é real. Somos nós que os elegemos.

Junte-se a isso uma alteração na nova ordem mundial. Um redirecionamento de todo o sistema com novas formas e organização de pensamento. A esquerda já não é mais a esquerda, a direita já não é mais a direita. A China comunista investe em bancos em todo o mundo, os EUA mandam ver em programa sociais, Cuba se abre pro mundo e o Vietnã vira destino turístico. Profissões passam a receber nova nomenclaturas, o mercado financeiro age em novos ares, a alimentação muda e as necessidades humanas são diferentes. Por que seguir agindo e pensando do mesmo jeito?

Vote em candidatos do surfe. Participe. Exerça sua cidadania. Apoie, cobre. Mas pense que o interesse maior disso tudo é a construção do mundo que queremos para nós e nossos filhos, não seu interesse pessoal. Quando participarmos diretamente das decisões de recursos, sejam eles naturais, financeiros, culturais ou históricos, estaremos também tomando as rédeas de nosso destino. Ate lá, permaneceremos meros coadjuvantes berrando no facebook. No dia dois de outubro, faça aquele surfe de manha cedo, depois vá votar. Vista a camisa do surfe, apareça sujo de areia, de chinelo de dedo e com o título na mão mostre que somos maiores do que nos enxergam e que não devemos ser subestimados.

O voto do surfe é necessário. E precisa ser aproveitado.

 

Moacir Kienast

2 comentários

  1. Henrique

    Cara, que texto insano! Que visão ótima que nós surfistas devemos ter sobre nossos políticos.
    Vamos em frente por um país mais digno!
    Aloha

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