Nossas crenças nos definem

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A verdade é relativa. Assim como o conteúdo de nossas ações. Pensar em um todo enquanto ser divergente e aceitar opiniões contrárias é virtude, assim como exercício diario.

 

Pôr-se em teste representando pessoas ou categorias da sociedade é uma tarefa difícil de compreender e executar. Porém é necessário. Todos os dias és colocado em cheque.

 

Nesse caminho sempre me pus em rotas turbulentas e com vontade de fazer algo. Nem sempre foi fácil, tampouco prazeroso. Abdicar de momentos com sua família ou de vida social tem um preço alto no seu ciclo de relações, além de atrair a energia positiva e negativa que emana das pessoas. Aflorar os sentimentos mais profundos.

 

Assim como o depositar esperança da casa em uma figura que virá a representá-la é um voto de confiança que dificilmente será mantido por muito tempo. Somos todos humanos.

 

Nessas andanças envolvi-me com o movimento estudantil, com conselhos nos bairros, associações, sindicato de servidores, partidos políticos, federação de Bodyboarding, síndico de prédio, movimento ambiental e até fui candidato a vereador. Sempre com aquela chama acesa me instigando a fazer para o mundo um pouco daquilo que ele fez por mim.

 

Tudo isso com uma razão específica:

Eu acredito no Brasil. Eu acredito em nossas instituições democráticas, acredito no voto, acredito na justiça, acredito no cidadão. Acredito nos ventos da mudança que há anos estão soprando à nossa frente, como aquele terral leve que nos traz tubos alucinantes. Acredito no poder de transformação do povo brasileiro, que nas ultimas décadas teve no esporte seus exemplos maiores de glória e orgulho.

 

Vejo um momento de amadurecimento democrático de nossa sociedade que traz consigo uma carga pesada de responsabilidade e preocupação. São aquelas ondas clássicas quebrando lá fora, com a arrebentação pesada e muita correnteza. Temos que passar por tudo isso para chegarmos aonde queremos.

 

Mas também vejo um cenário de intolerância e violência não aceitável. Para nós que lutamos tanto contra esse stress diário, essa violência brutal que inclusive não aceitamos dentro da água muitas vezes transformada em localismo aparecendo diariamente à nossa frente. E o que vamos fazer para mudar?

 

Nós que já sofremos tanto preconceito e fomos tantas vezes rotulados hoje somos exemplos de mudança. De um Brasil que cresceu e deu oportunidades não somente pelo governo do momento mas porque sua democracia se fortaleceu. Estamos surfando a onda do presente, e o momento exige colaboração.

 

Não vamos deixar aquele medo da derrota destruir toda uma filosofia baseada na cooperação e harmonia. A violência dentro d’Água sempre foi uma tentativa de mudar a ordem natural das coisas, uma defesa em favor de mudar as regra do jogo em benefício próprio. E a maioria de nós não aceita. Não devemos tolerar.

 

Nossas crenças nos definem.

 

Moacir Kienast

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