A roda

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Numa bela noite em que eu estava com o bolso lustroso de liso, três caiporas do bairro Vila Nova – Silvio Girardi (o Ioio), Júlio Savadil e Arnilo Girardi – arrumaram uma roda de carroça, a qual colaram um cartaz com o seguinte recado:

– “Estepe do carro de Herculano Vicenzi, o bocó de Taió”.

Feito isso instalaram a peça na entrada da lanchonete Zero Hora, na rua XV de Novembro. A freguesia, ao ler aquilo se entortava de tanto rir.
Ao deparar-me com a molecagem não contei tempo para ir à forra.

Antes que o trio se precatasse passei a mão na roda, joguei-a no carro e rumei para Pirabeiraba, onde negociei a dita cuja. Com a maior facilidade consegui dinheiro de sobra para beber uma grande barrigada de chope Opa Bier na cabana Max Moppi.

Minha diversão ficou ainda maior no dia seguinte, ao ficar sabendo que o trio de mocorongos tinha desembolsado
R$ 100 na compra daquela abençoada roda.

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