Se a minha prancha falasse?

Arte Paulo Augusto Di Cristi Mezzalira

Arte Paulo Augusto Di Cristi Mezzalira

 

Pranchas de uma forma geral, duram pouco ou melhor pensando; duram o tempo suficiente para se tornarem inesquecíveis ou incrivelmente detestáveis. Mas, aqui vou me à ter uma prancha inesquecível!

Enquanto minha mente vaga, em busca de inspiração para uma nova coluna; recebo fotos de uma prancha ; mais exatamente um longboard……. e ao mesmo tempo lembro do filme “Se meu Fusca falasse”, filme que crowdeava minhas sessões da tarde quando era adolescente.

Voltando a prancha; ela foi usada até o “talo” e por meio das fotos imagino nunca mais vê la em ação, assim como fusquinha do filme já abandonado num canto, um clássico repleto de histórias dos seus dias de glória, com um grande número 53 estampado na lata.Por coincidência a prancha possui um número 12 bem grande;
daí me surge o pensamento e “Se minha prancha Falasse? “

A prancha em questão não é minha, mas, do meu irmão; e eu mais 11 amigos fazemos parte dela; daí o motivo do número 12. Presenteamos ele com esse longboard à 5 anos atrás…… daí em diante, o cara ficou alucinado pelo surf e por essa prancha.
Há se ela falasse…..ela iria relatar cada “barca”; cada pico desbravado; crises de ansiedade, alegria, medo, satisfação etc…. que tiveram juntos.
Seria quem sabe crucificada; por revelar “secret’s “ de ondas para direita (ainda bem que ela não fala rsrsrs…)

Com plena convicção afirmo que depois de minha mãe; só essa prancha viu meu irmão tão menino, tão criança e amarradão com um brinquedo!

Queria encontrar os “diários” dessa prancha para poder ler sobre os seus relatos daqueles dias que não estive junto no surf, outros relatos me trariam a memória alguns dias que jamais deveríamos esquecer; pensando bem, melhor do que um diário, seria mesmo, se ela falasse!

Assim como no filme o Fusca retorna para suas corridas; esse longboard retornou também, está totalmente restaurado, o dono pensa agora em torná lo em peça de decoração, afim de preservar o presente e conservar histórias de alegrias vividas juntos……. Agora imaginemos! Ele sentado de frente para a dita cuja num momento de reflexão, se perguntando: Se minha prancha falasse?

Enquanto nossas pranchas não falam, deixo a sugestão aos shaper’s de plantão, desenvolvam uma prancha com memory card ou aplicativo que as permitam, falar!!!

E aos leitores deixo o questionamento: “ Se sua prancha falasse?”

1 comentário

  1. Sidnei

    Verdade meu amigo, se as pranchas que já tive, falassem iam ter inimagináveis histórias pra contar!!Histórias de dias de glória, dias nem tão gloriósos assim e dias que só o rolê com a companheira inseparável sem nem ao menos ir pra água, mais liso que pista de fórmula 1 ( flat). Dias com vários amigos, que ela foi no rack parecendo um sanduíche prensado, dias que ela foi sozinha!!!Ja tive pranchas que duraram muito tempo ou muitas quedas, tive pranchas que duraram uma ou três quedas no máximo, hoje surfo com pranchas que ja comprei com várias ondas no cartão de memória…mas todas elas sempre tiveram muitas histórias boas pra caramba!!!

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